O Casamento: Capítulo 35

Hamund tinha quase um ano quando resolvemos viajar com ele para Douderson. Ele tinha plena capacidade de se movimentar, e requeria atenção em tempo integral. Me desarmava com um sorriso e saía engatinhando na maior velocidade. Meu passatempo preferido agora era fazê-lo rir. Acho até que no primeiro mês Alia e Mylle se sentiram abandonadas, já que Hamund era nossa diversão e tomava nosso tempo. Depois Angelica e eu fizemos um esforço para achar tempo para as nossas amantes. Hamund, então, começou a se apegar às suas tias adotivas, fazendo-se querido pelo resto da vida. Às vezes era difícil dizer de quem de fato era a criança.

Pensamos que seria melhor se Alia e Mylle não fossem junto conosco na viagem aos Douderson. Uri, até onde sabíamos, ainda não tinha aceitado as duas, e não queríamos arriscar eventuais encrencas. Era uma visita para solidificar a aliança e apresentar Hamund aos seus avós. Angelica estava super animada com a oportunidade de encontrar os pais, além de chegar em casa com um herdeiro a tiracolo. Era uma espécie de vitória para ela. Quanto a mim, era uma satisfação mostrar Hamund a qualquer um que olhasse.

Na noite anterior à nossa partida, minha mãe levou Hamund. Ela disse que era porque sentiria falta dele e queria ficar com ele à noite para que ele não se esquecesse dela. Eu achei que, na verdade, era maquinação dela para que a nossa noite não fosse perturbada antes de uma longa separação. De todo modo era uma boa coisa. Eu não estava contente por deixar Alia para trás. Enquanto eu me ocupava colocando os documentos de viagem numa pasta, Angelica e Mylle entraram no quarto, esbaforidas.

“A rainha vem vindo,” disse Mylle com certa agitação.

“E não parece nada satisfeita,” acrescentou Angelica. Eu fiquei sem entender. Minha mãe tinha acabado de pegar Hamund e parecia estar com o melhor humor do mundo. Me voltei para elas, ambas com aparência bastante nervosa e agitada.

“Tenho certeza…” comecei, interrompendo quando a porta se abriu e deixou entrar uma deusa. Alia desfilou lentamente em meio às mesuras formais e inclinações de cabeça de Angelica e Mylle. Estava usando um finíssimo vestido de seda que não encobria nada e fazia o meu sangue fervilhar. No alto da cabeça, uma guirlanda de flores brancas tinha sido tecida como uma coroa. Mylle reprimiu uma risadinha, o que lhe rendeu uma cara feia de Alia.

“Como ousa ficar de pé?” disse Alia com uma postura real. Eu sorri enquanto me ajoelhava.

“Perdoe-me, minha Rainha,” falei humildemente. Alia tinha recrutado ajuda para a nossa peça. Eu estava intrigadíssimo. Graciosamente, Alia foi na direção de Angelica.

“Esta aqui me desagradou,” declarou Alia, fazendo um gesto na direção de Mylle, “ela não consegue segurar a língua.” Ela ordenou que Angelica se erguesse. “Pode levá-la e passar a noite ensinando-lhe boas maneiras.” Alia olhou para mim. “Este aqui eu mesma castigarei.”

“Imediatamente, vossa Majestade,” disse Angelica, fazendo um esforço desesperado para manter uma expressão séria. Olhou para mim. “Sir, eu temo por você. Nunca a vi tão irada.” Angelica agarrou a risonha Mylle e ambas saíram rapidinho.

“Se a ofendi, minha Rainha…” comecei a me desculpar enquanto me levantava.

“Não lhe dei permissão de se levantar!” esbravejou Alia. Voltei a me ajoelhar, observando o corpo dela vindo na minha direção. Seus seios eram visíveis, os mamilos flertando com a seda enquanto ela caminhava. Era um embrulho dos mais atraentes. Ela lutava para manter uma expressão séria, e o meu sorriso não estava ajudando.

“Ouvi rumores de que você vai abandonar o seu dever,” repreendeu-me Alia. “A sua impertinência não tem limites?” Inclinei mais um pouco a cabeça e dei uma espiada no seu pé desnudo despontando para fora da seda. Eu conhecia a fraqueza dela. Podia acabar com a brincadeira.

“São só dois meses, minha Rainha,” disse eu, “o que eu posso fazer para me redimir?” Inclinei-me para frente e beijei-lhe os dedos do pé.

“Agora você tocou a minha real pessoa sem permissão,” fingiu Alia com as mãos nos quadris, “preciso pensar numa boa…” Suas palavras sumiram quando eu acariciei de leve abaixo do tornozelo, logo acima do calcanhar. Era um lugar que eu tinha descoberto muito tempo atrás. Meus lábios percorreram o caminho até o dorso do pé. Senti que ela perdia a compostura.

“Assim não é justo, Cayden,” gemeu Alia quando os meus lábios começaram a subir pela sua perna. As sedas caíam sobre mim, excitando a minha pele.

“Esta indumentária não é justa,” repliquei, “você enfureceu a minha paixão.” Continuei subindo pela perna. Sentia o cheiro do seu desejo, o que aumentava o meu. “De novo você esqueceu a sua roupa de baixo.”

“Você estragou a minha brincadeira,” disse Alia, sorrindo.

“Se você não me tentasse tanto,” falei, rindo, “eu duraria mais.” De joelhos, e sob as sedas, meus lábios beijaram a sua flor. Ela produziu ruídos adoráveis que acalentaram os meus ouvidos. Suas mãos cercaram a minha cabeça e ela guiou a minha língua. A doçura dela me deixou maluco e, com uma certa vergonha, eu testei meus novos aprendizados. Mylle tinha me dado informações que eu não conhecia sobre dar prazer a uma mulher. Minhas mãos alcançaram lugares onde nunca haviam estado antes, minha língua fez movimentos diferentes.

“Ó, meu Senhor!” arfou Alia quando minha mão apertou levemente suas nádegas. Pude escutar o prazer dela e sentir suas pernas bambearem diante da minha insistência. Alguns dedos acharam a entrada e avançaram até um ponto que Mylle disse estar mais fundo na parede frontal. As pernas de Alia começaram a ceder, e ela soltou a minha cabeça para agarrar o pilar da cama na esperança de se manter de pé. Eu continuei dando tudo de mim, não desejando mais nada além do seu prazer. O equivalente a dois meses numa noite só.

Ela perdeu totalmente a compostura quando sobreveio a descarga. Senti quando aquilo percorreu o corpo dela, suas pernas estreitando com força a minha cabeça. Continuei durante os espasmos, e diminuí o ritmo quando ela serenou. Foi uma coisa linda de se ver.

“Isto foi…” interrompeu Alia para tomar fôlego, “um amor… diferente… um amor.” Eu tive que sustentá-la enquanto saía debaixo das sedas. Ela tinha um sorriso satisfeito e um brilho nos olhos. Abracei-a enquanto a sua respiração voltava ao normal. Admirei o modo como os seus seios se mostravam, tão delicados sob a seda.

“Estou fascinado por este vestido,” disse eu com sinceridade, “não é nada, mas é tudo.” Alia sorriu e me apertou mais forte contra si.

“Foi idéia da sua mãe,” riu Alia. “Ela achou que você iria querer algo para pensar durante a viagem.” Dava uma sensação esquisitíssima saber que a mãe de um sujeito cuidava das roupas da amante do sujeito. Eu tinha montado uma família realmente estranha.

“Eu só consigo pensar nisto agora,” disse eu, “é como beber vinho demais. Se você já não fosse minha, eu faria o reino entrar em guerra para consegui-la.” Eu nunca tinha imaginado que existisse uma indumentária que pudesse aperfeiçoar a nudez da minha amada. Carreguei Alia nos braços e levei-a para a cama. Eu tinha a noite toda e tencionava aproveitá-la ao máximo.

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