O Casamento: Capítulo 29

Um conjunto de quartos tinha sido preparado para abrigar a nossa vida nova. O quarto do meio para o casal, um quarto à esquerda para mim, e um quarto à direita para Angelica. Mais à direita, um quarto para as senhoras Alia e Mylle, que ainda estavam a serviço de Angelica. Entre os quartos havia portas internas para que pudéssemos passar de um para outro sem que nos vissem do corredor. Meus pais tinham tomado todas as precauções para que a estranha união permanecesse secreta. Foi ao quarto do meio que eu levei Angelica.

Uma grande cama, macia e cheia de travesseiros, se destacava na parede oposta. Quatro pilares de madeira, ricamente esculpidos, se erguiam em cada canto e suportavam um dossel de grosso tecido vermelho. Uma lareira de pedra ardia, aquecendo bem o quarto. Uma pequena área de estar acomodava quatro cadeiras e uma mesa redonda feitas da mesma madeira escura dos pilares da cama. Sobre a mesa havia uma garrafa de vinho, duas taças e uma solitária rosa vermelha disposta entre elas. Teria sido romântico se não fosse o meu nervosismo. Percebi a mesma coisa na minha noiva.

“Uma taça de vinho?” ofereci.

“Por favor,” respondeu Angelica, depressa demais para disfarçar a vontade de enrolar. Servi duas taças e entreguei-lhe uma. Fiz um gesto para me sentar na cadeira, mas ela pegou a minha mão e me puxou para a cama. Sentou-se na cama sobre as pernas dobradas e deu tapinhas na colcha, bem à frente. Juntei-me a ela, sentando-me na sua frente como era o seu desejo.

“Todo aquele meu papo sobre deveres e ainda me vejo hesitante,” admitiu Angelica. Soltei a respiração que estava presa.

“Pensei que fosse só comigo,” confessei, “sinto como se a insultasse, imaginando como vai ser.” Sentados face a face, bebericamos o vinho, um de cada vez. Nossos olhares perscrutavam, e nossas mentes se atrapalhavam à procura das palavras.

“Prometo não perder o respeito por você,” propôs Angelica.

“Eu farei o mesmo, não importa o que aconteça,” concordei. Bebemos mais um golinho do vinho.

“É sempre assim entre um homem e uma mulher?” perguntou Angelica. Abafei o riso.

“Não,” respondi, “uma coisa leva a outra. Agora parece mais formal.”

“Eu sinto o mesmo. Não é como Mylle e eu.” Angelica suspirou. Voltamos ao vinho e ao silêncio. Eu esperava que Angelica tomasse a iniciativa para que eu a seguisse. A mim me parecia melhor assim. Uma iniciativa de minha parte teria um ar lascivo, e depois eu enfrentaria problemas para encarar Alia. Mas tinha de ser feito, de modo que eu dei o primeiro passo. Entreguei a minha taça para Angelica segurar. Fiquei de pé e me despi. Seus olhos me acompanharam, e, por estranho que pareça, não senti vergonha quando ela olhou de relance entre as minhas pernas. Era minha esposa, e me ver estava no seu direito.

Quando tive a idéia de me erguer primeiro, imaginei-me despindo Angelica cuidadosamente em seguida. Estes pensamentos se desvaneceram quando me vi nu diante dela, suas mãos segurando duas taças de vinho. Alguma coisa não estava certa, e a minha masculinidade sabia. Sentei-me novamente e peguei de volta a minha taça.

“Pensei que fosse maior,” sussurrou Angelica. Ela não teve intenção. Meu rosto corou mesmo assim. Seus olhos se arregalaram com a minha expressão. “Eu não devia ter dito isto.” Havia pânico em sua voz. Estendi a mão e acariciei-lhe o rosto.

“Fica maior quando precisa,” falei com doçura. Ela se aconchegou na minha carícia. Mylle tinha razão: ela gostava do toque suave. Entregou-me a taça e ficou de pé. Demorou-se mais para tirar as roupas, e pausava de pouco em pouco para me deixar olhar e aumentar-lhe a coragem. Feia ela não era; os seios eram maiores do que as minhas mãos podiam abarcar, e projetavam-se orgulhosamente do peito, com mamilos pequenos que endureceram ao contato com o ar. Tinha a cintura fina e um traseiro pequeno, mas que parecia firme. Quando se livrou da última roupa de baixo, revelou um pequeno tufo de pêlo ruivo que cobria delicadamente o seu sexo. Estendeu a mão para cima e soltou as presilhas do cabelo, removendo as flores. Ondas vermelhas caíram como cascatas pelos ombros e costas. Uma idéia divertida me ocorreu.

“Achei que fossem menores,” disse eu, sorrindo e encarando os seios. Angelica riu e saltou de volta na cama. Com a sacudida, um pouco do vinho se derramou, mas resolvemos ignorar. Entreguei-lhe a taça. Nós dois tomamos mais um golinho, um pouco mais felizes por termos dado um passo.

“Parece que ele se acha necessário,” Angelica deu um sorriso sardônico e indicou, com a taça de vinho, entre as minhas pernas. A minha virilidade tinha acordado, mas ainda não tinha se alongado ao máximo.

“A beleza tem este efeito,” disse eu.

“Só de olhar para mim?” perguntou Angelica, incrédula.

“É,” respondi. Angelica sorriu e arqueou as costas, projetando os seios para frente. Seu olhar não se desgrudava do meu sexo: estava brincando sem tocar. Recebeu os resultados que buscava quando a minha masculinidade cresceu mais.

“Fascinante,” falou Angelica, seu olhar retornando ao meu. Como eu já tinha ido além do vexame, apenas assenti e tomei outro golinho. “Posso tocá-lo?” perguntou ela. Quase cuspi o vinho. Planejávamos copular e ela emitia solicitações formais…

“Pode,” respondi depois do esforço para engolir. Angelica estendeu a mão e tocou levemente a haste antes de tomá-la cuidadosamente entre dois dedos para erguê-la. O toque encorajou a minha virilidade, forçando-me a respirar fundo. Angelica soltou depressa, erguendo os olhos para mim.

“Está crescendo ainda,” disse ela, apreensiva, “consegue segurar?” Eu achava que ela tivesse discutido tudo isto com Alia.

“Ele age de acordo com a própria cabeça,” falei tolamente.

“Não tenho espaço para isso.” Angelica estava de olhos arregalados. Alternou a vista entre o meu sexo e o dela. “Alia deve ser maior,” acrescentou. Tentei não rir, mas uma parte saiu sem querer. Angelica não levou numa boa. “Sei como funciona,” disse ela, encolerizando-se, “não esperava que fosse desse jeito – não acho engraçado.”

“Não, não é.” Fiz um esforço para tornar o meu rosto sério. “Mas vai caber.” O olhar de Angelica serenou novamente.

“Como sabe que isto é verdade?” perguntou Angelica, que honestamente buscava o conhecimento.

“Os bebês cabem,” respondi. Pareceu a resposta mais lógica.

“Ah,” disse Angelica, refletindo sobre o assunto. Estendi a mão e acariciei o seu rosto de novo. Ela sorriu, e eu soube que estava tudo bem. “Vamos devagar,” disse ela, “depois que eu estiver pronta.” Assenti, concordando. Bebericamos mais vinho – tinha se tornado o escudo entre nós.

“Vamos deixar o vinho de lado,” disse eu. Relutante, Angelica me entregou a taça. Levantei-me e depositei as taças sobre a mesa, fui à lareira e coloquei lenha para deixar o quarto mais aquecido. Angelica não tinha se movido, e aguardava a minha volta. Pelo menos não estava se escondendo.

Afastei as cobertas, afofei os travesseiros e mandei Angelica se deitar. Ela obedeceu, e eu me juntei ao seu lado. Ela ficou como uma tábua, as mãos nas laterais do corpo. Só a cabeça se mexeu para me ver. Acho que ela esperava que eu começasse imediatamente. Era óbvio que estava reprimindo o medo. Cheguei mais perto e virei-a de lado, de costas para o meu peito, e abracei-a.

“Ficou pequeno de novo,” disse Angelica, “precisa me ver?” Revirei os olhos com o comentário.

“Vou só abraçá-la por alguns instantes, meu amor,” disse eu, com doçura, “não temos que apressar nada.” Senti desaparecer a sua tensão. Corri a mão pelo seu corpo, pelos seios, por sua barriga. Acariciei as coxas e beijei a lateral do seu pescoço. Ela relaxou e se afundou em mim, me deixando explorá-la. Sua respiração se tornou regular. Pareceu forçado, mas eu levei a mão até a parte interna da sua coxa. Ela ergueu a perna por cima da minha e se retesou ligeiramente. Acariciei lentamente a coxa em direção ao sexo. Era angustiante sentir o seu coração acelerar, quando eu sabia que o que ela sentia não era paixão. Isto a aterrorizava, e eu sentia no seu corpo. Não parei, embora a idéia tenha passado pela minha cabeça. Fechei os olhos ao encontrar a maciez entre as suas pernas. Ela tremeu quando os meus dedos procuraram as suas doces dobras. Meu dedo percorreu cuidadosamente a trilha da sua abertura, e não havia umidade. Nada. Carinhosamente, tentei aprofundar o dedo para convencer o seu corpo. Ela estremecia, e descobri que chorava. Parei e virei-a de costas.

“Sou imprestável,” disse Angelica, as lágrimas escorrendo pelas laterais do rosto. Foi um desconsolo vê-la em tal estado. Beijei-a. Ela se virou de costas para mim e começou a soluçar.

“Não tem que acontecer esta noite,” propus. Daí algo se rompeu nela, e nada mais pude fazer além de abraçá-la. Ela começou a me repelir. Quando as suas mãos lhe cobriram o rosto, não pude fazer mais nada.

“Vá,” soluçou Angelica, “Alia é uma mulher de verdade; corra pra ela.” Seus temores provocavam isto. Agora eu nada mais conseguiria exceto torná-los maiores. Levantei-me da cama com um aperto no peito. Vesti a minha calça e corri através do seu quarto até o seguinte. Encontrei Alia e Mylle sentadas rijas, apavoradas tanto quanto eu com a noite.

“Eu feri o coração dela,” falei rapidamente, dirigindo-me a Mylle, “não fiz direito; ela está chorando.” Mylle se levantou com uma expressão de desânimo. “Ela não quer me ver novamente. Receio que tenha sido demais.” Mylle veio ao meu encontro e tomou minha mão.

“Ela precisa,” disse Mylle, “vamos juntos vê-la, você e eu.” Desejei ficar, mas Alia acenou com a cabeça, concordando com Mylle. Acompanhei Mylle através do quarto de Angelica.

“Está chateada,” falei, “não consegui excitá-la e ela se culpa.”

“Shh,” disse Mylle antes de entrarmos no quarto. Angelica soluçava na cama, sua cabeça enterrada num travesseiro. Mylle chegou ao lado dela. Fui para a ponta da cama, fora da vista.

“Minha fofa,” disse Mylle, docemente, “estou aqui agora.” Angelica caiu depressa em seus braços.

“Decepcionei a todos,” chorou Angelica, “não sou mulher o suficiente.” Mylle começou a beijá-la e secar-lhe os olhos. Eu nunca as tinha visto assim próximas, e me senti um invasor.

“Você é minha mulher, minha força e meu amor,” continuou Mylle, “estou aqui agora. Faremos juntas.” A idéia percorreu-me como um choque. “Estava tão bonita hoje. Foi duro não encará-la ou correr para o seu lado. Eu teria dado qualquer coisa para despi-la hoje à noite.” Então se beijaram, como Alia e eu. Nada forçado, nada desconcertante como eu tinha esperado. Era como se tivessem se pertencido desde sempre. Era encantador.

“Seu marido está aqui, meu amor,” disse Mylle. Angelica ergueu os olhos para mim. Tentou falar alguma coisa, mas parou. Havia medo ainda ali. “Vou ficar,” disse Mylle, “vou abraçá-la, e juntas seremos fortes.” Angelica ergueu os olhos para mim.

“Não vai perder o respeito por nós, meu marido?” perguntou Angelica. Sua voz estava mais forte.

“Nunca,” respondi. Fiquei parado enquanto, lentamente, Angelica despia Mylle. Foi uma coisa apaixonada o que ela fez, beijando a pele à medida que era exposta. Mylle caiu nua em seus braços e elas se beijaram novamente, seios tocando seios. Eu não precisaria de encorajamento esta noite. Minhas entranhas se aqueceram com a absoluta beleza das duas juntas.

Mylle empurrou Angelica para a cama e montou sobre ela. Mylle beijou o pescoço de Angelica e desceu para um seio, sua língua se demorando no bico. Angelica gemeu sob as mãos da amante. Arqueou as costas e deu uma risadinha quando Mylle encontrou um ponto especial que só ela conhecia. A mão de Mylle desceu em círculos pela barriga de Angelica, o que provocou um tremor em suas pernas. Os dedos de Mylle percorreram o tufo vermelho e de súbito deram um leve puxão nos fios, causando um pequeno gemido de Angelica. Mylle deixou cair sua mão entre as pernas de Angelica, e elas se beijaram de novo. Notei que Angelica se contorcia sob a mão de Mylle. Forçava os quadris para cima, na direção da mão de Mylle, enquanto se beijavam com paixão.

“Estou pronta, meu amor,” sussurrou Angelica no ouvido de Mylle, que voltou o olhar para mim. Fui para o outro lado da cama, deixei a minha calça cair e subi na cama. Me senti um invasor, mais do que um marido. Elas perceberam no meu rosto. Angelica me puxou e me deu um beijo, seguido imediatamente por outro de Mylle. Nenhum deles teve qualquer semelhança com uma tia.

“Lamento por isto, meu marido,” disse Angelica. Olhei para ela, para Mylle e dei um sorriso.

“É estranho, mas eu não lamento,” disse eu, “é melhor que as lágrimas.”

Os olhos de Mylle se arregalaram. “Vá devagar com isto,” instruiu Mylle, cujo olhar preocupado mirava entre as minhas pernas. Eu não estava acostumado a mulheres discutindo as minhas partes. Era uma noite de experiências estranhas. Manobrei por entre as pernas de Angelica, com Mylle deitada de lado junto dela. Notei um leve receio em Angelica. Mylle passou o braço por cima de Angelica, logo abaixo dos seios; os lábios de Mylle beijaram o seu rosto. Me posicionei e senti que a entrada de Angelica estava quente e bem úmida. O ângulo estava errado, mas tive um imenso medo de movê-la.

Angelica me olhou e ergueu um pouco a perna. Alcançou entre nós, fechou os olhos e me guiou para dentro. Encontrei a resistência ao vê-la tomar fôlego. Ao rompê-la, escutei Mylle sussurrar amor no ouvido de Angelica, que arfou de leve.

“Pare um pouquinho,” disse Angelica. Obedeci, notando uma lágrima no olho de Mylle. A passagem de Angelica me agarrava firme, mais do que eu jamais tinha sentido. Talvez Alia fosse maior. Fiquei imóvel, apoiado nos braços, observando o rosto de Angelica enquanto ela se acostumava. Sorriu para mim: “Está melhor agora.” Entrei lentamente, observando seu rosto para conferir se não estava apressado. Depois de entrar por inteiro, parei esperando que se adaptasse ao meu formato.

“Já terminou?” perguntou Mylle, ansiosa. Não tinha terminado, mas lembrei-me de não prolongar. O prazer não era essencial; um herdeiro era a meta. Sacudi a cabeça e olhei para Angelica.

“Agora está tudo bem,” encorajou Angelica. Recuei parcialmente e entrei novamente, devagar. Senti a sua chama estimular a minha; não demoraria muito. Com o meu avanço, houve pequenas contrações no rosto de Angelica. Fui devagar até ela colocar a mão no meu traseiro e me puxar para dentro. Deixei que controlasse o ritmo das minhas investidas. O seu aperto e o seu calor me incitavam, e não tentei segurar. Angelica viu isto em mim.

“Estou pronta, meu marido,” sussurrou Angelica ao me puxar para dentro de si. Meu corpo se retesou e a grande sensação precipitou-se por entre as minhas pernas. Ela me abraçou forte, e me esvaziei nela. Fechei os olhos e gemi com as ondas que me atravessaram. Acabou logo, mas fiquei entre as suas pernas aprendendo a respirar novamente. Quando abri os olhos, Angelica sorria. Me pegou de surpresa, aquecendo o meu coração. Havia lábios em meu rosto antes que eu percebesse que a intenção de Mylle era me beijar.

Saí lentamente da minha esposa e rolei para o lado. A minha respiração ainda estava tentando voltar ao ritmo regular.

“Ainda me amará quando eu estiver grávida e gorda?” perguntou Angelica, brincalhona. Não era para mim.

“Gorda ou magra, sempre irei amá-la,” respondeu Mylle, “você será uma excelente mãe.” Mylle e Angelica se abraçaram. Eu tinha sido esquecido, o que me entristeceu. Não deveria: eu tinha Alia. Mesmo assim eu tive ciúme daquele amor, e não gostei de ficar de fora. Esfreguei os olhos para tentar afastar o mau humor. Não estava acostumado a ser abandonado depois de fazer amor.

Em meio a sussurros, um peso saiu da cama e eu ouvi uma seqüência de passos rápidos. Abri os olhos e diante de mim estava o sorriso de Angelica, sua cabeça apoiada no braço, a me olhar. Mylle tinha deixado o quarto.

“Você é maravilhoso por me tolerar,” disse Angelica. Sua felicidade era radiante. “Não achei que aconteceria, e agora rogo para que vingue.” Estendeu a mão e tocou o meu rosto. “Tornei as coisas difíceis, meu marido,” disse ela, com doçura, “nasci com defeito, mas você não me decepcionou.” Retribuí-lhe o sorriso.

“Você não é defeituosa, minha esposa,” falei, “você ama diferente, mas ama bem.” Ela rolou, sorrindo e voltando a ficar de costas.

“Um bebê,” exclamou Angelica, “pense só. Será a coisa mais adorável do mundo.” Os problemas que tivemos começaram a se dissipar. A sua felicidade ficaria gravada na minha memória.

A porta se abriu e Mylle, ainda despida, entrou puxando Alia pela mão. De repente eu me dei conta da minha própria nudez.

“Alia,” exclamou Angelica com animação, “aconteceu.” Alia não parecia estar consciente de que só ela estava de roupa. Mylle foi até uma bacia e molhou uma toalha.

“Mylle me contou,” disse Alia, aproximando-se da cama, “estou feliz por ultrapassar isto.” Fiquei preocupado que Alia estivesse menos entusiasmada do que deixava transparecer. Ela pôs um sorriso nos lábios, mas o seu olhar não procurou o meu. Mylle voltou com a toalha.

“Há um pouco de sangue, meu amor,” disse Mylle, limpando a perna de Angelica.

“Sim,” respondeu Angelica, animada, “sangue de mulher. É natural.”

“Eu disse que você não era diferente,” riu Alia. Quando acabou, Mylle voltou o olhar para mim.

“Há um pouco em você, meu Senhor,” disse Mylle, timidamente. Fez menção de passar a toalha por cima da cama, mas foi interceptada por Alia. Elas trocaram um olhar que fez Mylle corar. Alia deu a volta na cama e veio para o meu lado.

“Sua virilidade parece adormecida, meu amor,” disse Alia a sorrir, “será que o dia foi exaustivo?” Angelica e Mylle mal se continham. Me senti mais nu do que antes.

“Talvez devamos trocar de quarto,” propus quando ela se aproximou. Alia sorriu com doçura.

“É a sua noite de núpcias, você dormirá com sua esposa,” disse Alia. Aproximou-se e ajoelhou-se junto à minha cabeça. Seus lábios chegaram perto da minha orelha e ela me sussurrou coisas. Coisas que eu nunca poderia repetir, mas que fizeram o meu coração se abrir num grande sorriso. Mylle arfou e Angelica deu uma risadinha. A minha virilidade tinha acordado.

“Mais fácil limpar assim,” riu Angelica. As senhoras se divertiram um bocado a discutirem o funcionamento das minhas partes. Pareceu maravilhar Mylle, e Angelica falou como uma especialista. Me senti em minoria, mas estranhamente amado.

Eu estava prestes a insistir na troca de quartos. Angelica era a minha esposa apenas nas cerimônias. Eu a adorava, mas sentia falta de Alia. Depois de largar a toalha com a qual me tinha limpado, Alia retornava à cama. Meus argumentos estavam preparados. Abri a boca para falar quando Alia deixou o seu vestido cair ao chão. Sem pestanejar, subiu na cama e engatinhou para junto de mim. Mylle se deitou ao lado de Angelica.

Angelica se voltou para mim e me deu um beijo feliz. Daí rolou na direção de Mylle e nela se aconchegou. Não era o que eu esperava, compartilhar a cama com todas. Rolei na direção de Alia, que tinha nos lábios um riso malicioso. Dei-lhe um grande beijo.

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