Confissões

Você disse que,
se eu estivesse com vergonha,
eu deveria sublimá-la
e transformar a vergonha em prazer.
Me deixar levar,
e ir muito mais além.
De novo obedeci.
Então minha mente apagou
e esqueci completamente de você.
Eu continuei.
Eu sei que você não me pediu tudo isso,
mas o fato é que senti prazer de verdade,
um prazer extremamente intenso, até.
Eu nunca imaginei nada tão intenso,
nem mesmo em meus sonhos.

– Então foi o seu primeiro orgasmo?

Eu diria que foi.

– Como você explica isso?

Acariciar-me na sua frente
já era um excitante tabu
E mais: eu não conheço você,
o que tornou mais forte ainda.
Eu poderia fantasiar com você
sabendo que você não me tocaria.
Imaginei você…
excitado,
ardendo de desejo
de me possuir,
ao mesmo tempo me sentindo
completamente segura.

– Você poderia se enganar sobre mim.

Você não é um tarado.

— Jean-Claude Brisseau, 2006

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