A Presa: Capítulo 25 – Caleb

Foi uma surpresa o meu pai ter levado numa boa a mi­nha mentira ao repórter. Acho que ele gostou de fazer parte do meu resgate de Teegan. A nossa curta conversa telefônica soou mais como um diálogo de dois amigos do que pai e filho. Talvez para ele eu tivesse amadurecido. Me sentia mais maduro. Teegan fez isto por mim.

“Vou jantar sozinho,” contei a Teegan antes de dar a par­tida no carro. “Como papai tem que pegar a mamãe no trabalho, eles decidiram passar a noite fora.” Teegan ti­nha um sorriso adorável no rosto. Era ao mesmo tempo afetuoso e travesso. “Quê?” perguntei.

“Não tem ninguém na sua casa,” Teegan chamou a aten­ção para o óbvio.

“Não até mais tarde,” disse eu, sorrindo com os peque­nos surtos de emoção intensa que ela me mandava. Esta­va aprontando alguma. Seu olhar se voltou para a janela do passageiro, me deixando com um mini-misté­rio. Saí do estacionamento e peguei o caminho de casa.

“Pode parar no Walgreens rapidinho?” perguntou Tee­gan, indicando a loja na esquina.

“Claro,” respondi, “vamos comprar o quê?”

“Ignore, tá bom?” respondeu Teegan com um sorriso cheio de dentes. Imaginei ser algo feminino e deixei que tivesse a sua privacidade. Entrei no estacionamento e fiz menção de sair do carro. “Espere aqui,” disse Teegan, “é rápido.” Ela nem mesmo olhou para trás para conferir se eu agiria como ordenado. Eu agi, me perguntando se ela seria tão obediente quanto eu. Quando ela entrou na loja, me veio uma explosão de amor envolvida em algu­ma coisa que eu só consegui identificar como simples vergonha. Mas era tão estranha que eu tive de sorrir. Olhei rápido ao redor para ter certeza de que ninguém estava me vendo feito doido sozinho no carro.

Fiel à sua palavra, Teegan voltou ao carro em poucos mi­nutos carregando uma pequena sacola de plástico. Havia um rubor em sua face, e ela andava rápido como se algu­ma coisa tivesse acontecido lá dentro e ela precisasse fu­gir.

“Tudo certo?”

“Eu não sabia que tinha de vários tamanhos,” riu Tee­gan. “Devia ver a cara do vendedor. Achei que ia morrer de vergonha.” Ela me entregou a sacola enquanto afive­lava o cinto de segurança.

“Posso olhar?” perguntei. Teegan assentiu com a cabeça, seu rosto já quase roxo. Abri a sacola e o sangue subiu às minhas faces também. Tive de suportar as implicações, os desejos e os receios todos de uma vez. Na sacola havia embalagens de camisinhas em três tamanhos diferentes. Eu também não sabia que tinha de vários tamanhos. Er­gui os olhos e senti o seu medo e o seu desejo mistura­dos aos meus. Balbuciei qualquer coisa ininteligível: não tinha experiência alguma com uma mulher que me dese­java tanto quanto eu a ela.

“Nunca fiz nada parecido com isto antes,” sussurrou Teegan. Seu rosto mostrava uma apreensão, como se as minhas próximas palavras precisassem ser compreensi­vas e certas.

“Nem eu,” falei sinceramente, depois sorri. “Não imagi­no ninguém mais para ser a minha primeira.” Teegan devolveu o sorriso. “E única,” acrescentei. O desejo ex­plodiu dela, fazendo o ar sair dos meus pulmões. Meu corpo inteiro despertou mais que deliciosamente da le­targia virginal. Foi difícil raciocinar quando ela desafive­lou o cinto de segurança e me beijou intensamente. Seu corpo era como uma fornalha vindo para cima da minha. Puxei-a mais perto, o meu desejo aumentando como nunca. Me desloquei no banco tentando abrir espaço en­tre as minhas pernas para a parte mais super excitada do corpo.

“Leve-me para a sua casa,” sussurrou Teegan antes de voltar ao assento dela. Sim. Minha casa e minha cama. O estacionamento do Walgreens não era um bom lugar, embora parecesse mais conveniente alguns segundos atrás. As coisas estavam ficando apertadas, e não tive es­colha exceto me ajeitar grosseiramente antes de dar par­tida no carro. Isso provocou risadinhas em Teegan.

“Desculpe,” eu disse, “acontece.”

“Vou considerar como um elogio,” disse Teegan. Liguei o carro e tentei me concentrar no trânsito. De jeito ne­nhum eu queria me envolver num acidente ou ser atra­sado por uma multa. Minha cabeça estava repleta daqui­lo que eu imaginava que viria. Tive que respirar fundo várias vezes e me esforçar para me concentrar na dire­ção.

O limite de velocidade era insuportavelmente baixo. Teegan pôs a mão atrás do meu pescoço e brincou com os pelinhos que achou ali. Ela não tinha idéia de como aquilo me afetava: tremores desciam pela espinha até o que me tornava homem. Olhei de relance para ela, que me encarava com o maior sorriso que eu já tinha visto.

“Eu vejo o que você pensa de mim,” disse Teegan. Creio que o meu rosto ficou roxo. Ela estava em todo tipo de posições comprometedoras na minha mente. Era culpa dela a velocidade com que elas apareciam, incontrolá­veis por causa da sua beleza.

“Não consigo parar de pensar em você,” eu disse em meio a um conflito na travessia de um sinal amarelo. Re­solvi parar por segurança, mas a decisão levou um se­gundo e tive de brecar mais bruscamente do que preten­dia. Teegan retirou a mão, mas o sorriso ficou.

“Acho melhor deixá-lo dirigir,” disse Teegan. “Não quero um ataque do coração.” Eu dei risada, lembrando da nossa primeira viagem.

“É mesmo injusto,” falei, “você ver o que eu penso e eu ficar no escuro.” O sorriso permaneceu, pois assim ela compreendia que era um comentário e não um motivo de discórdia.

“Não sei porque funciona desse jeito,” disse Teegan. “Talvez eu precise mais dos seus pensamentos do que você dos meus. Só para você saber, eles são divinos, mesmo quando me vê nua.” Senti meu rosto queimar novamente. “O modo como me vê é tão… perfeito.”

“Você é perfeita,” eu disse. O verde acendeu e eu avan­cei.

“Será que ainda vai me amar quando descobrir que não sou?” perguntou Teegan.

“Minha definição de perfeita não tem nada a ver com imperfeições,” respondi. “Você sorrindo para mim apaga tudo de errado no mundo. Tudo o que eu vejo é o que eu sinto. Tudo o que eu vejo é você.” Por um segundo a rua desapareceu, e me enxerguei viril e forte, muito mais bo­nito do que o espelho jamais havia mostrado. Eu senti o desejo de Teegan por mim e as suas coxas se fechando em volta da minha silhueta nua.

“Uau,” suspirei ao enxergar novamente a rua. “Me vi por você.” Meu colo reclamou mais uma vez do aumento que eu não podia conter.

“Me leve à sua cama,” disse Teegan, sua respiração tão esporádica quanto a minha. Eu não sabia se eu podia ser o que ela concebia. Só sabia que queria ser. Mais que tudo, eu queria estar totalmente com ela. Percorremos os últimos minutos do caminho em um silêncio alto, emoções sem controle esbarrando umas nas outras numa linda sinfonia.

Meu quarto tinha um jeito infantil com os pôsteres e me­dalhas de escola. Até a colcha, salpicada de notas musi­cais, sugeria alguém mais novo do que o meu coração agora sabia que eu era. Teegan fechou a porta e eu joguei rapidamente umas roupas sujas na cadeira do canto. Ela ignorou a decoração, atirou a sacola da Walgreens na cama, e veio para cima de mim com o seu sorriso radian­te. Seu amor se chocou comigo e ricocheteou emaranha­do no meu.

Delicadamente, envolvi com as mãos o pescoço de Tee­gan, subindo por baixo dos cabelos, amparando a sua ca­beça até meus lábios encontrarem os seus. Nossos dese­jos se fundiram, sua boca se entreabriu, e as nossas lín­guas iniciaram uma dança, cada uma experimentando e saboreando a outra como dois famintos. Suas mãos acharam a minha cinta e lutaram para abri-la num aces­so de impaciência. Os nossos desejos se alimentavam um do outro e se fortaleciam. Jamais eu quis tanto uma coisa na vida.

“Não consigo,” disse Teegan, rindo em minha boca. Seus dedos não conseguiam fazer a cinta voltar pela fivela, que para ela era ao contrário. Eu sorri, e nos separamos um pouquinho, cada um assistindo ao outro tirar a pró­pria roupa. Ela se apoiou em meu ombro para arrancar o jeans, ficando mais bonita a cada peça de roupa que re­movia. Adorei ver os seus quadris movendo a calcinha azul ao mesmo tempo em que ela pisava nas meias para removê-las e erguia a camisa por sobre a cabeça. Acele­rei para alcançá-la.

A visão dos seios de Teegan foi mais excitante do que eu tinha imaginado. Talvez por serem reais, talvez por se­rem simplesmente mais bonitos do que a minha mente era capaz de conceber. Estendi a mão, hesitante, sem ainda crer que uma mulher tão deslumbrante me achas­se digno dela. Ela atirou o sutiã no chão e avançou para mim, obrigando minha mão a tomar o alvo fabuloso e a explorar carinhosamente a maciez firme que encontrou; um som, quase um gemido, escapou de seus lábios. Mi­nha outra mão se uniu à primeira: um pouco acima esta­va o sorriso mais delicioso de todos. Ela se divertia tanto quanto eu.

Enquanto eu me deslumbrava, os dedos de Teegan des­cobriram o elástico e baixaram a minha cueca. Uma vez solta, a minha masculinidade saltou em posição de aler­ta. Achei os seus lábios e puxei o seu tronco para junto do meu: era magnífico sentir as suas almofadas macias pressionadas contra a minha pele. As mãos de Teegan exploravam entre nós dois, fazendo o ar sair dos meus pulmões e os meus quadris sacudirem por conta própria. Tudo era mais intenso do que eu esperava. Temi fazer uma bagunça antes do previsto. Senti os seus lábios se contorcerem em risadinhas por causa da minha reação.

“Eu gosto do que eu causo em você,” sussurrou Teegan.

“Você não faz idéia,” eu disse, meus lábios quase tocan­do os de Teegan. Ela fechou a mão sobre o meu membro e me mostrou um sorriso revelador: ela sabia muito bem o que fazia comigo. Minhas entranhas se contraíram e eu soltei um gemido involuntário que vinha do sentimento incontrolável em plena subida. “Ainda não,” arquejei. Ela me largou.

“Eu adoro o que eu causo em você,” corrigiu Teegan. Eu estava por um triz, forçado por sua nudez e por seus de­sejos. Respirei fundo: meu corpo deu um passo para trás do precipício. Ela me beijou de novo, suas mãos desli­zando pelas minhas laterais e acariciando meu rosto. Achei o elástico da calcinha, baixando-a como ela fez co­migo. Enquanto ela se livrava da última peça de roupa eu corria nervosamente a mão pela sua coxa. Eu nunca havia experimentado o que estava prestes a sentir. Eu enrolei um pouco passando a mão por sua linda barriga. Ela pegou a minha mão e puxou-a para o meio de suas pernas.

“Eu já disse sim,” sussurrou Teegan soltando a minha mão. Minha apreensão sumiu; explorando através de uma penugem felpuda e delicada, cheguei a um local quente e úmido aninhado em dobras de pele macia. Foi inacreditável, meu dedo ameaçando achar o caminho in­terno, ouvir os sons vindo do fundo da sua garganta. Voltei para a entrada, tentando gentilmente sentir aqui­lo sobre o qual já tinha lido. Achei o ponto, um pequeno e tenso botão que arrancou um gemido alto dos seus lá­bios e espasmos em seus quadris. O jogo da provocação pode ser jogado a dois.

“Eu adoro o que eu causo em você,” eu disse com um sorriso de satisfação congelado nos lábios. Teegan tam­bém sorriu e pegou minha mão guiando-me para a cama. Enrolei mais um pouco para ver o seu belo trasei­ro. Valia muito a pena. Ganhei uma reboladinha quando ela se deu conta do que eu estava fazendo. Adorei que ela conseguia ler tão bem meus pensamentos. Os nossos sentimentos eram um só incêndio.

“Não é pequeno, certamente,” disse Teegan, olhando en­tre as minhas pernas e fuçando na sacola da Walgreens. Coloquei a mão acima da sua cintura e deslizei para bai­xo até as belas nádegas. Ela riu e deu outra reboladinha. “Que tal normal?”

“Nunca experimentei,” respondi, encolhendo os ombros. Era uma pena termos que quebrar o clima com experi­mentos de camisinhas. Teegan parecia fascinada com o processo, quase tão animada quanto eu experimentando o smoking. Quando tentei lhe tomar a camisinha da mão, ela arrancou de volta com um sorriso malicioso.

“É meu,” disse Teegan. “Deite.” Obedeci, minha excita­ção apontando o teto. Ela rasgou a embalagem e eu prendi a respiração. Depois de um breve exame, ela co­locou na ponta e lutou para desenrolar pela haste; por algum motivo não funcionou. “Não consigo… Samantha e eu até praticamos uma vez com pedaços de pau…” dis­se ela num misto de decepção e malícia. Puxei-a total­mente para a cama, e nos beijamos entre risadas; era simplesmente engraçada demais a imagem de duas ga­rotas praticando com pedaços de pau.

Uma viradinha e eu estava sobre ela, entre suas pernas. Déjà-vu das imagens que vi em sua mente um pouco an­tes. Mirei-a. Em seu olhar havia a excitação e a apreen­são, provavelmente espelhando as minhas. O que me permitiu continuar foi o sorriso dela: a curva quente e adorável dos seus lábios que me dizia ser exatamente ali onde ela queria estar.

“Eu teria esperado,” sussurrei, minha mão afagando a sua face.

“Eu sei,” respondeu Teegan. Ela ajeitou os quadris para achar uma posição melhor. “Não temos de esperar. Não quando sabemos tudo.” Ela tinha razão. O nosso amor era inegável, anunciado em altos brados entre nós dois. Isto não era senão uma extensão da promessa, algo que nos tornava mais do que a soma de um e um.

Desajeitado, tentei achar o portal para o paraíso. Era mais difícil do que eu imaginava, embora parecesse logi­camente fácil. Teegan sorriu, sua mão interferindo em minhas dificuldades, e se mexeu; com amor guiou-me para eu ter acesso ao meu desejo. Desci devagar até sen­tir resistência e um leve arquejo de Teegan. Mesmo com várias partes de mim berrando para prosseguir, eu parei.

“Estou bem,” disse Teegan, os olhos embaçados. Não me mexi. A idéia de causar-lhe dor não estava na minha lis­ta. Eu tinha esquecido o pouco que sabia sobre o corpo feminino. De repente isto não era mais tão excitante. “Não pare, vai ser rápido e depois pronto,” disse Teegan.

“Não quero machucar você,” admiti.

“Eu quero você,” disse Teegan. “É um preço pequeno a pagar.” Ela acariciava minha face com as costas da mão. Não me mexi, esperando que talvez ficando onde eu es­tava ela acabasse me acomodando sem dor. Eu não que­ria ser causa de nenhuma. Teegan pôs as mãos em meu traseiro, moveu os quadris, e me puxou para dentro.

Alguma coisa que não existia se rasgou dentro de mim, e eu fiz uma careta. Era uma dor aguda, uma sensação de ferida em carne viva, mas nada que eu não pudesse su­portar. Ao romper a sua infância para sempre, eu vi Tee­gan arregalar os olhos e aprofundá-los nos meus.

“Foi minha a dor,” disse Teegan, quase me acusando de roubo.

“Não,” eu disse, abrindo um sorriso de vitória, “foi mi­nha.” Terminei a descida devagar, maravilhado com o presente misterioso e divino que ganhava de Teegan. “Se eu pudesse, ficaria com toda a sua dor,” acrescentei com uma estranha confiança que me preenchia. Me detive enquanto sua dor se dissipava através de mim e o seu corpo se ajustava ao meu.

“Não é justo,” sussurrou Teegan entre arquejos. Quase ri da ironia. Um instante depois, ela envolveu meus qua­dris com as pernas, se abrindo a mim mais ainda. Come­cei a me mover, guiando a dança e me esforçando para fazê-la durar a música toda.

Quando as coisas entraram num ritmo, o sorriso res­plandecente de Teegan retornou. Se as mulheres desco­brissem algum dia o quanto os homens desejam seus sorrisos, elas dominariam o mundo. Seu sorriso se apro­priou por completo de mim. Eu respirava fundo, absor­vendo a sua felicidade e permitindo que se misturasse à minha. Meu corpo gritava para que se cumprisse o seu destino, mas eu lutei para que o momento durasse o máximo possível.

“Ah,” arquejou Teegan, o sorriso enfraquecendo. Dimi­nuí a velocidade, pensando haver algo errado. “Não,” continuou ela, “não se atreva a parar.” Seus quadris co­meçaram a se mexer e eu senti os movimentos em seu interior, novos lugares, novos prazeres que enfraqueci­am o meu controle.

Teegan me abraçou mais forte, seus quadris batendo em mim como num estranho staccato. Perdi o controle quando ela me chamou pelo nome, e o céu entrou em erupção. Alguma coisa se rompeu em Teegan, seu corpo ficou tenso e sua mente explodiu na minha. Nos junta­mos numa unidade, o seu prazer e o meu se tornando nossos. Eu vi as suas lembranças, coisas que me fizeram sorrir e outras que eu desejei não ter visto. Seu medo da ligação, o pensamento de que ela impediria o amor ver­dadeiro, se dissipou; a conexão nos unia bem firme em perfeito êxtase. Sem segredos, sem apreensões, sem dúvidas. Tudo o que eu vi foi o puro amor, e ele morava em seu coração. Eu não era nada sem ela e o universo à sua volta. Ela era a minha vida.

Ficamos deitados um nos braços do outro, chocados pelo que tínhamos partilhado. Os olhos de Teegan procura­vam os meus; sua ligação procurava a minha alma mais profundamente do que nunca. Estávamos agora conecta­dos de maneira intrincada, os nossos pensamentos uni­dos, fluindo por entre as mentes como se uma sempre ti­vesse precisado da confirmação da outra. Eu preferia morrer a perder a beleza que agora eu conhecia.

“Amo você,” eu disse, e daí percebi que meus lábios não se mexeram. O sorriso que apareceu em seu rosto me in­formou que a fala era desnecessária.

“Idem,” pensou Teegan. Era muito natural demais, como se fosse feito para ser assim. Seus pensamentos estavam na minha mente, mas não se embaralhavam com os meus. Era como se de repente um outro braço crescesse enquanto eu tocava violino. Eu conseguia virar a página da partitura sem perder nenhuma nota.

Rolei para o lado, aliviando Teegan do meu peso. Ela se aconchegou em mim, não querendo me ver longe dos seus braços. Eu tive de concordar: ela ficava bem pra ca­ramba nos meus.

“Foi intenso isso,” eu disse em voz alta. Era óbvio, mas eu achei que as palavras eram necessárias.

“Queria fazer de novo,” disse Teegan. Suas palavras ti­nham ao mesmo tempo verdade e graça. Senti, quase vi, quão feliz ela estava. Era o espelho do meu júbilo.

“Acho que vou precisar de alguns minutos,” eu disse, e em seguida caímos na risada. Era uma alegria pura sen­tir e ouvir a sua risada se unir à minha. Estávamos com­pletamente sincronizados como duas engrenagens fir­memente engatadas e incapazes de operar sem a outra.

“Somos um,” deduziu Teegan.

“Sim,” disse eu, e beijei meu tudo.

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