Despedaçada

Observo cada gesto em meu tolo jogo de amor
Neste interminável oceano, os amantes enfim abandonam a vergonha
Tornando e retornando para algum lugar íntimo e secreto
Em câmera lenta te observo voltando, e digo:

Me deixa sem fôlego

Observo, aguardando, ainda na antecipação do amor
Jamais hesitando em me tornar uma daquelas predestinadas
Tornando e retornando para buscar algum lugar secreto
Em câmera lenta te observo voltando, e digo:

Meu amor, me deixa sem fôlego

Pela ampulheta te vi
Eventualmente te esvaiste
Quando o espelho se partiu te chamei
E me voltei para ouvir-te dizer
“Se for só hoje, não temo”

Me deixa sem fôlego

Observo cada gesto neste tolo jogo de amor
Assombrada pela noção: em algum lugar o amor está em chamas
Tornando e retornando para algum lugar íntimo e secreto
Em câmera lenta te observo voltando para mim, e digo:

Me deixa sem fôlego

— Tom Whitlock, 1986

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