A Presa: Capítulo 12 – Teegan

“Caleb não pode saber,” enfatizei para Wendy.

“Ele não ia acreditar mesmo,” disse Wendy calmamente. Caleb e Tom empacaram na saída do palco. A multidão tinha adorado a canção e queria conhecer os músicos.

“Como eles conheciam essa música?” perguntei.

“Tom disse que escutou de você,” respondeu Wendy, rin­do. “Passou anos tentando reproduzi-la. E eu pensando ser o lado criativo dele, sempre meio pinéu.”

“Mas ele disse que o Caleb foi quem a completou,” co­mentei. “Nunca me liguei com ele.” Olhei para Wendy ainda vestindo uma máscara de extrema felicidade que todo mundo podia ver. “O que é?”

“Ele me ama mesmo,” disse Wendy. Levei um tempo para assimilar o que ela disse.

“Tom?”

“É,” respondeu Wendy com o sorriso grudado no rosto. “Você me mostrou como ele me vê.” Ela indicou os ho­mens que se aproximavam. Tom foi o primeiro a romper a barreira da multidão e Wendy quase o derrubou. Por um instante, pensei que ela ia rasgar as roupas dele ali mesmo.

“Que achou?” perguntou Caleb. Desviei os olhos do casal beijativo, corando um pouco por causa deles. Ainda bem que as coisas passaram por mim sem o meu conheci­mento. Certamente eu não precisava de visões de dese­jos que não eram para mim.

“Como você terminou essa canção?” perguntei.

“Não gostou dela?” Seu jeito de olhar era dolorido. Qua­se não acreditei na minha grosseria. Ele não fazia idéia do que aquela canção significava para mim.

“Não,” respondi sem pensar, “quer dizer, sim. Gostei muito. É linda.” Esperei até voltar o sorriso dele. “Deve ter sido difícil criar a sua parte, por causa da complexi­dade.”

“Aí é que está a coisa,” disse Caleb, “simplesmente fluiu. Tom diz que às vezes acontece.” Encolheu os ombros. “Não sei se algum dia vai acontecer de novo.”

“É claro que vai,” falei, acrescentando um sorriso cari­nhoso. “Você tem talento e todo mundo aqui sabe disto.” O sorriso de Caleb aumentou, o que me fez sentir melhor do que eu imaginava. “Você ficou muito bem no palco, de verdade.”

“Tive umas encanações,” admitiu Caleb. “Quando a música começou, elas sumiram. Pra falar a verdade, foi bem divertido ali em cima.” Fomos brevemente inter­rompidos por alguns novos fãs dando parabéns ao Ca­leb. Gostei do modo como ele se aproximava de mim, procurando fazer com que eu continuasse na conversa e não fosse deixada de escanteio.

Levou ainda mais uns dez minutos até o lugar se acal­mar o suficiente para que Tom e Caleb conseguissem se sentar. Ainda estava barulhento, mas nem tanto que im­pedisse a conversa. Falamos sobre a primeira experiên­cia de Caleb subindo ao palco para um público pagante. Tom ficava me olhando como um amigo, e comecei a perceber que Wendy tinha lhe contado quem eu era. Quando Caleb pediu licença para ir ao banheiro, Tom se sentou imediatamente ao meu lado.

“Fedidinha?” disse Tom com um enorme sorriso. Penso ter corado.

“Agora é Teegan,” respondi. Ele pôs a mão sobre a mesa diante de mim, os olhos cheios de curiosidade. Ele nem precisava pedir, e se eu não tivesse posto a minha mão sobre a dele, acho que provavelmente ele não teria se ressentido. Eu sabia que algumas pessoas tinham cuida­do da segurança da minha família quando eu era um bebê. Tom obviamente era uma delas. Abaixei todas as minhas muralhas e sincronizei a minha música com a dele.

O mundo se transformou numa grande beleza com as nossas mentes se movendo em sintonia. Era agradável sentir a felicidade emanando de Mamãe e Papai. Algo os tinha aproximado, como uma argamassa, mais forte do que jamais senti. Não que alguma vez eles tivessem se distanciado, mas agora era mais fresco, mais vivo. Mi­nhas decisões, aquelas que eu precisava tomar, pareciam banais e óbvias. Minha angústia desapareceu numa nu­vem que eu podia facilmente assoprar para um canto.

Eu me vi ainda bebê nos braços do meu pai, andando no porta-malas de um carro de polícia. O carro de Tom. Vi quando Tom abriu a janela para deixar sair o cheiro do porta-malas. Era um odor medonho, mistura de esgoto e morte. Mesmo assim meu pai me apertava firme em seus braços amorosos. Então eu soube que ele nunca deixaria de me amar, e me protegeria de todo mal. Sem querer o meu amor explodiu em Papai. E retornou voan­do com igual força, me envolvendo com sua segurança. Rompi a conexão quando o meu sorriso estava prestes a partir o meu rosto.

“Caramba,” falou Tom, “eu não lembrava que você tinha tanto poder. Ainda é a mais bela música do mundo.” Caí nos braços dele, e ele me abraçou de volta.

“Obrigada,” sussurrei. Não só por me salvar muitos anos atrás. Mais pela canção que derrubou as muralhas que eu não imaginava que existiam.

“Você lembra de mim?” perguntou Tom, surpreso.

“Agora sim,” respondi. Ele não sabia o que eu tinha vis­to. A conexão, mesmo no nível mais potente, não era completamente bidirecional. Víamos o que queríamos ver, ou o que precisávamos ver e sentir. “Finalmente eu entendi porque Papai me chama de Fedidinha,” acres­centei. Afastamo-nos em meio a risadas, coisa que con­tribuiu para a nossa amizade tanto quanto a conexão.

“Caleb não sabe sobre a ligação,” eu disse ao Tom. “Nin­guém deve saber. Ainda estamos meio que escondidos.”

“Como é que ele pode não saber?” perguntou Tom. “Eu vi vocês de mãos dadas.”

“Geralmente eu bloqueio a ligação,” respondi. “A canção que vocês tocaram me abriu e eu me liguei acidental­mente à Wendy.” Wendy sorriu para mim, passando o braço em volta de Tom. Eu tinha acendido alguma coisa nela. Tom se virou e beijou-a em resposta ao abraço. Quase que eu entro no meio.

“Fiquei confuso,” disse Tom, “quando Wendy me contou quem você era, de repente fez sentido o Caleb terminar a música. Mas agora você me diz que nunca se ligou com ele.”

“Eu nem mesmo o conhecia quando vocês dois se encon­traram pela primeira vez,” eu disse. “Só ficamos amigos há uma semana.”

“Deve ser o destino,” disse Tom com um sorriso malicio­so. “Ele é um bom garoto, podia ser pior.”

“Pare!” se intrometeu Wendy. “Ela vai tomar suas pró­prias decisões na sua hora.” Gostei de ter uma irmã mais velha, mesmo que só por esta noite. Tom assentiu e abandonou a tentativa pouco convincente de ser um Santo Antônio.

“Viu,” perguntou Tom, “e Sam e Natalie? Estão juntos?” Hesitou no final, se perguntando se não estava invadin­do algo que devia ser deixado em paz.

“Mamãe e Papai,” assenti com um sorriso complacente. “Tenho também um irmão que é calouro.” Tom riu. Er­gui as sobrancelhas em sinal de curiosidade.

“Sua mãe,” explicou Tom, “meio que flertou comigo para tirar vocês todos de uma encrenca. Na primeira vez em que me liguei com você eu vi como ela via o seu pai. Veja bem: foi antes de seu pai achar que tinha uma chance. Eu sabia que ela só tinha olhos para um homem. Estou feliz que tenha dado certo.”

“Ela paquerou você?” perguntei, bastante curiosa. Wendy estava igualmente curiosa. Tom deu os detalhes de como as coisas se desenrolaram. Gostei da descrição que ele fez de Rose, a avó da qual eu não me lembrava. Papai e Mamãe falavam dela de tempos em tempos, mas eu não tinha referências, pelo menos não alguma de que me lembrasse. Fotografias não ajudam muito a formar um contexto.

Caleb voltou e encerrou a nossa conversa. Vi que ele ti­nha passado algum tempo se lavando e penteando o ca­belo. Seu hálito de menta me fez sorrir. Ele estava se ar­rumando pra mim. Por algum motivo, de repente eu fi­quei também preocupada com a minha aparência. Pedi licença e fui ao banheiro.

A segunda parte do show dos Smooth Gliders foi tão di­vertida quanto a primeira. Caleb me levou à pista de dança de novo, confiante desta vez. Eu estava meio per­turbada com a atenção dispensada a ele por algumas mulheres. Devia ser por causa da presença dele no palco. Elas nem disfarçavam os olhares, e era óbvio que ele es­tava comigo. A única palavra que me ocorria para des­crever a coisa era ‘insulto’. Algumas tinham idade para ser mãe dele, pelo amor de Deus!

Ignorar a multidão me permitiu curtir mais. O breve pe­ríodo de Caleb no palco tinha lhe dado uma atitude mais relaxada. Ou então podia ser que estávamos nos conhe­cendo melhor. Ele ria mais fácil, e as minhas tentativas de provocá-lo estavam tropeçando em seu sorriso astuto. Era realmente muito gostoso passar o tempo com o Ca­leb confiante.

O show acabou por volta das 23h. Os Smooth Gliders to­caram ‘Life on Easy Street’ após o pedido de bis. Era uma música com jeito de jazz, cuja melodia tinha a ten­dência de grudar na minha cabeça. Às vezes os ritmos se encaixavam bem na minha mente e tentavam fincar pé. Esta queria era achar um lar permanente. Por sorte ain­da ficamos por ali, enquanto o lugar se esvaziava, para um café e um bate-papo. Uma conversa rápida sempre podia clarear a minha mente.

“Aonde vocês dois vão agora?” perguntei a Wendy e Tom.

“Columbus, Ohio,” respondeu Wendy com um gemido exagerado.

“Ela não liga muito para Ohio,” riu Tom, puxando Wendy para perto.

“E o lar, onde é?”

“Temos uma casa em Sedona, Arizona,” suspirou Wendy, “mas só ficamos lá seis meses por ano. O come­ço do tour é divertido. O último mês é que parece se ar­rastar. Viver de mala é chato.”

“A vida do sucesso,” resumiu Tom.

“Ouvi dizer que você vai para o MIT,” Wendy falou ao Caleb.

“Esse é o plano,” suspirou Caleb. “A vida do sucesso.”

“Pensei que você tivesse uma bolsa integral,” continuou Wendy.

“E tenho,” assentiu Caleb, “e meus pais querem que eu vá à alma mater deles, Stanford. Na verdade, eu preferia coisa diferente. Compor música é muito mais interes­sante do que matemática ou engenharia.”

“Os pais não vêem assim?” perguntou Tom. Eu assenti com a cabeça sem esperar a resposta.

“Eles pensam que música é coisa muito arriscada,” res­pondeu Caleb, dando de ombros. “Acho que eles não querem que eu volte a morar com eles se não der certo.” Wendy deu uma risadinha do jeito que ele falou.

“Acho que estão enganados,” eu disse. Não sei porque resolvi dar meu palpite na conversa, mas dei mesmo as­sim. Era uma pena alguém seguir uma carreira sem de­sejá-la.

“Não estão enganados,” comentou Tom. “Música é um negócio arriscado, e você precisa estar preparado no iní­cio para trabalhar em algumas porcarias.” Para mim foi uma surpresa que Tom tomasse partido dos pais de Ca­leb. Eu esperava mais de um artista.

“Mas e a felicidade?” falei, mais rude do que eu queria.

“É, tem isso,” disse Tom com uma risadinha.

“O que eu lhes devo é o suficiente para me fazer tentar do jeito deles,” disse Caleb sem muita convicção.

“É mais fácil um engenheiro ser músico do que um músico ser engenheiro,” acrescentou Wendy. Eu não es­perava isto da Wendy. As próprias pessoas que eu acha­va que apoiavam o ponto de vista artístico estavam em maior número que eu.

“Será que depois de uma certa idade todos os adultos perdem a capacidade de sonhar?” eu disse num tom que era mais do que desdém.

“Não,” respondeu Tom sorrindo, “se eu tivesse que fazer de novo, eu nunca seria um policial.”

“Você era policial?” perguntou Caleb. Tom assentiu com a cabeça.

“Mais de dez anos.”

“E largou tudo assim e começou a tocar?” continuou Ca­leb.

“É,” disse Tom, e então sorriu para mim, “quando um sonho bateu em cheio na minha cara. Eu gostava de ser policial, mas adoro estar no palco.”

“Mas então por que está incentivando que ele vá ao MIT?” perguntei perplexa.

“Porque a música vai chegar nele por si mesma,” respon­deu Tom. “Não posso vender um sonho, precisa ser de­sejado. O MIT é realidade, e boa pra caramba.” Acho que ele tinha uma certa razão. Seria melhor todo mundo jogá-lo pra cima da música? Provavelmente não, mas eu sentia seu amor pela música, e tinha acabado de co­nhecê-lo.

“Minha música não vai acabar por causa do MIT,” con­cordou Caleb, “só vai desacelerá-la por conta das outras atividades.” Olhou para mim como se eu é que tivesse de ser convencida.

“Gosto de você no palco,” eu disse sem pensar. A idéia dele enterrado nos livros não chegava nem perto do en­cantamento que era ver sua confiança florescer sob os holofotes. Caleb sorriu pra mim daquele seu jeito miste­rioso, mas daí corou e olhou pra baixo, para as próprias mãos.

“Parece que você arrumou a sua primeira fã, Caleb,” dis­se Wendy bem-humorada. Mostrei-lhe uma cara feia que só fez crescer seu sorriso.

“Mais de uma,” corrigi, “tinha outras mulheres de olho nele na pista de dança.”

“O palco transforma todo mundo em garanhão,” disse Tom com orgulho, “principalmente os talentosos.” A conversa derivou para assuntos menos controversos. Ca­leb estava interessado na carreira anti-criminal de Tom. Eu estava quase sentindo o cheiro da testosterona enquanto Tom explicava sobre as prisões mais excitantes e Caleb pedia detalhes como o número de tiros disparados e so­cos desferidos. O fato é que Tom sacou sua pistola uma vez só, e o bandido caiu tremendo no chão antes mesmo da arma ser destravada. Mas ele teve realmente algumas brigas com alguns bêbados, coisa que parecia alimentar a necessidade de Caleb por estórias masculinas. Wendy e eu reviramos os olhos algumas vezes durante a conversa.

Caleb pediu licença para ir ao banheiro antes de pegar a estrada para casa. A limonada estava fazendo efeito.

“É tão bom vê-la de novo,” disse Tom logo que Caleb saiu de vista. “Você cresceu e virou uma mulher tão bo­nita que é difícil associá-la ao bebê que um dia eu conhe­ci.”

“E eu estou feliz por você não ser um mito,” disse Wendy. “Todos esses anos eu pensei que você não pas­sasse de um sonho. Achei que ia ter de botá-lo em algu­ma instituição qualquer dia,” acrescentou ela, inclinando a cabeça na direção de Tom.

“Por que não se ligou ao Caleb?” perguntou Tom. “É ób­vio que ele gosta de você, e se não estou enganado você não o odeia.”

“Ele vai para o MIT,” argumentei. “Eu não. Não ia funcio­nar mesmo que eu quisesse obrigá-lo a gostar de mim.” Tom espremeu os olhos.

“Como assim, obrigar?”

“A ligação causa alguma coisa nas pessoas,” respondi. “Normalmente eu escondo, do contrário teria meus pró­prios fãs. Não preciso de amigos robôs.” Tom deu risada, e Wendy cobriu a boca para conter a sua.

“Qual é a graça?”

“Gostei de você antes de se ligar comigo,” disse Wendy. “E não gosto nem mais nem menos de você por causa disso. Foi muito bom o que você me mostrou, e talvez isso lhe tenha dado uns pontos extras; porém, se você fosse um pé no saco, a ligação não me faria gostar de você.” Não era isto que eu esperava ouvir.

“Você é uma garota amável com uma linda aptidão,” acrescentou Tom, “e dá pra ver porque Caleb gosta de você; eu sei porque eu gosto. Essa coisa que você faz é apenas um bônus, não um tipo de cola que me gruda em você.”

“Como sabe?” perguntei, de repente com receio de que nem eles entendessem o que eu estava fazendo com eles.

“Estamos indo a Columbus,” respondeu Tom.

“Eca!” interveio Wendy, novamente comentando sobre o destino.

“Se estivéssemos tão presos a você, por que iríamos se­guir a vida? Por que é que eu larguei vocês tanto tempo atrás quando a ajuda teria sido útil para sua mãe e seu pai?” perguntou Tom, inclinando-se para frente com um olhar paternal.

“Eu… eu não sei,” respondi.

“Você nos mostra coisas maravilhosas,” acrescentou Wendy. “Sem script ou obrigação envolvidos.”

“Mas você largou a polícia,” eu disse, tentando com­preender as coisas.

“Eu queria tocar,” disse Tom assentindo com a cabeça. “Você me mostrou porque eu não era feliz de verdade. Você não me deu um plano. Ele já estava na minha cabe­ça. Pela primeira vez eu consegui pensar sem toda aque­la porcaria negativa que geralmente lota a minha men­te.”

“Não sei,” admiti. “Não confio no que sou capaz de fazer. A coisa confunde até a mim às vezes, bagunçando meus pensamentos normais.”

“Tem certeza de que não são seus pensamentos normais os bagunçados?” perguntou Wendy. Lembrei de nossa conversa sobre o futuro. Também lembrei a força da mi­nha ligação com a Wendy, depois com o Tom. As coisas estavam mais claras, mas eu não confiava neles. Assim que a ligação se desfez, deixei os pensamentos se dissi­parem como sonhos.

“Pronta para ir?” perguntou Caleb. Ele tinha se esgueira­do atrás de mim, me fazendo dar um pulo. Wendy sorriu de um jeito que indicava que ele não tinha escutado nada da conversa. Fiz que sim com a cabeça e levantei. Fizemos as despedidas entre abraços e apertos de mão.

“Deixe que ele goste de você,” sussurrou Wendy ao me dar um abraço. Ela era bastante sincera, eu podia sentir. Ela não compreendia o meu medo do que a ligação podia causar a um relacionamento, transformando o verdadei­ro em falso num piscar de olhos.

“Você tem meu e-mail,” disse Tom ao Caleb. “Espero que me mantenha informado sobre o que acontece na sua vida. Da próxima vez em que nossos caminhos se cruza­rem, espero tocar com você de novo.” Caleb concordou, contente por Tom querer continuar a parceria. Era níti­do que ele estava pensando nos holofotes de novo.

“Realmente gostei de conhecer você,” disse Tom com gosto. Tentei apertar a mão dele, mas ao invés disto re­cebi um abraço de urso. Era difícil não sorrir quando ele me envolvia tão carinhosamente.

Caleb esperou pacientemente até que Tom me soltasse, e daí me surpreendeu oferecendo a mão. Me surpreendi dando-lhe a minha. Foi mais confortável do que antes.

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