Glórias Carnais

Cante a guerra quem for arrenegado,
Que eu nem palavra gastarei com ela;
A minha Musa será sem par canela
Com um felpudo coninho abraseado;

Aqui descreverei como excitado
Num mar de bimbas navegando à vela,
Cheguei, propício o vento, à doce, àquela
Enseada de amor, rei coroado;

Direi também os beijos sussurrantes,
Os intrincados nós das línguas ternas,
E o aturado fungar de dois amantes;

Estas glórias serão na fama eternas
Às minhas cinzas me farão descantes
Fêmeos vindouros, alargando as pernas.

— Bocage

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