O Casamento: Capítulo 08

Almocei com os homens. Já que o reino sobreviveria ou morreria graças aos seus braços, era importante que soubessem o respeito que eu tinha por eles. Doíam-me todos os músculos do corpo. De certo modo, eu me sentia satisfeito por usá-los bem. Fiz questão de parar em cada grupo que havia se formado ao nos sentarmos para comer. Observei que o comandante Kancraft fazia o mesmo. Eu não poderia ter tido professor melhor.

Eu me demorei no banho, tentando amenizar as cãimbras antes que piorassem. Lucius me informou que a ordem da princesa era levar Alia até ela no final da tarde. Eu tinha lhe dado permissão para confiar nela, e, assim, não tinha o direito de repreender. E nem ia revogar essa confiança agora. A imagem de Alia na sacada ficou passando na minha cabeça. Eu sabia o que havia sob aquelas sedas, o que a tornava ainda mais sedutora. Eu não fazia idéia de como poderia encarar uma vida inteira com ela vestida daquele jeito. Na tentativa de clarear as minhas idéias, afundei a cabeça na água. Me perguntava se Angelica estava tentando me matar de provocação. Ela parecia se divertir com as minhas fraquezas.

Não consegui falar a sós com Angelica antes do jantar. Eu sabia que ela evitava a conversa que deveria ocorrer. Era terrivelmente esperta, me dando vislumbres de Alia em trajes de senhora, pois sabia que eu não poderia me dirigir a Alia diretamente, confortavelmente. Os sorrisos provocantes de Angelica estavam me deixando furioso, e mesmo assim eu os buscava por saber que Alia estaria por perto. O dever, a honra e o amor se misturavam muito mal.

A primeira vez em que pude trocar uma palavra com Angelica foi no jantar. A proximidade, e o disfarce dado pelos outros diálogos, permitiu ao menos que falássemos em sussurros.

“Você arrisca tudo,” disse eu. Saiu mais dramático do que eu pretendia. Sem a liberdade para explicações longas, fui forçado a usar sentenças curtas.

“Alia é adorável; eu sei porque você a ama,” disse Angelica com o seu sorriso malicioso. A minha noiva brincava comigo novamente. Dominei a ira e mantive a cara fingida.

“Isto tem de parar,” disse eu, sem a firmeza que a afirmação precisaria ter.

“Amanhã, depois da cavalgada,” disse Angelica, com calma, “se você ainda desejar, irei desfazer.” Eu não tinha resposta para isto. Não esperava que ela cedesse sem lutar. “Torço para que não deseje,” acrescentou ela com olhar sério. Na minha cabeça estava decidido: não interessava o que ela tivesse posto em movimento, ela iria me permitir interromper sem envergonhar a minha família. Mudei de assunto para que a conversa pudesse ser entreouvida.

“Aguardo ansiosamente pela nossa cavalgada amanhã, minha Princesa,” falei com sinceridade. Não mentirei para mim mesmo, dizendo que não me agrada ver Angelica feliz. Ela pode não ser Alia, mas a sua alegria era sincera e contagiosa.

“Eu também, meu Príncipe.” Então comemos e conversamos sobre assuntos sem importância. Eu me esquivei dos olhares significativos e propositais da minha mãe. O meu pai parecia convicto de que eu cuidaria da situação. Me orgulhei da confiança. Saberemos amanhã se era merecida.

Enquanto eu me aprontava para dormir, Lucius alimentava a lareira. Geralmente ele só trazia a lenha e deixava que eu controlasse o fogo. Depois ele catou as roupas que eu tinha acabado de descartar, coisa que normalmente ele deixava para a manhã seguinte. Movendo-se rapidamente, ele arrumou a mesa e trocou o cobertor velho da cama por um novo.

“Espero visita?” perguntei de gozação.

“A princesa, meu Senhor,” disse Lucius, sem interromper os movimentos. Agora ela determinava a minha agenda e controlava Lucius. ‘Para uma mulher, a idéia de igual é diferente da de um homem.’ As palavras do meu pai jamais soaram tão verdadeiras. Eu começava a achar que um quadro na parede era preferível a uma esposa voluntariosa. Uma batida na porta cortou os meus pensamentos.

“Boa noite, meu Senhor,” disse Lucius, sorridente. Ao abrir a porta, Angelica entrou como a rainha que seria, o seu vestido branco flutuando pelo piso.

“Isto não é apropriado…” comecei, mas me calei quando Alia apareceu atrás de Angelica na porta. Deus, ela estava deslumbrante! O meu olhar se recusou a abandoná-la, mas os meus lábios continuaram: “Você não pode simplesmente…” Alia caiu nos meus braços sem hesitar, e todas as idéias de impropriedade desapareceram. Os meus braços a envolveram e os meus olhos se fecharam, o coração transbordante.

“Virei pegá-la de manhã,” falou, baixinho, Angelica.

“Sim, minha Senhora,” disse Alia com os lábios contentes. Angelica saiu em silêncio, me deixando sozinho com o meu amor.

Alia puxou o meu rosto para baixo, e os nossos lábios se encontraram. A sua língua precisou apenas de alguns segundos para forçar a minha paixão a se decidir. Apertei-a junto de mim, alisei os seus cabelos, e desci a mão pela sua lateral sedosa. Ela se afundou nas minhas carícias, e eu não pude mais suportar. Carreguei-a nos braços, amparando-a enquanto ela soltava risinhos. Depositei-a delicadamente sobre a cama, cobrindo o seu corpo com o meu.

O magnífico atropelo de roupas sendo removidas se misturou à nossa vontade de não perder o contato um do outro. A falta de roupas íntimas nela foi uma surpresa que deu aos seus olhos um ar deliciosamente pecaminoso. Ataquei os seus seios com os lábios, beijando e sugando os bicos sensíveis e rijos. Adorei os sons, quase gemidos, que ela fez enquanto os meus lábios percorreram o seu corpo. A sua barriga tinha cócegas em alguns pontos, e eu sabia exatamente onde. Encontrei os lugares e fui implacável com a língua. Adorei as risadas e o esforço inútil para afastar a minha cabeça.

Antes, o nosso amor era apressado. Agora, a noite era minha, a noite toda. A única que sentiria falta de Alia tinha enviado-a para mim. Movi os meus lábios mais para baixo, e Alia arquejou. Eu já tinha feito isto anteriormente, provavelmente mal e de um jeito afobado. Hoje eu faria devagar. Queria ouvi-la, senti-la, fazê-la tomar consciência da profundidade dos meus sentimentos. Escutei como que um leve choramingar quando os meus lábios acharam a sua preciosidade. Ela estava inacreditavelmente ardente, quase pegando fogo. Fiz algumas tentativas de passeio pela fresta úmida, e ela gemeu alto. Tinha sabor de azeite de oliva. Arrisquei ir mais fundo, e ela me encorajou afastando as pernas.

Alia se abriu para mim, os seus gemidos implorando por mais. A minha paixão cresceu, mas eu me segurei, desejando satisfazê-la primeiro. Subi até o alto da sua flor e deslizei gentilmente até a saliência, agora exposta. O seu corpo sacudiu involuntariamente, provocando o meu sorriso. Brinquei com os meus dedos na abertura, enquanto os meus lábios provocavam a saliência com leves chupadelas. A sua respiração se tornou irregular, e os seus quadris começaram a se erguer. Meus dedos afundaram em busca dos ardores úmidos. A minha língua tremulou na sua paixão crescente.

“Cayden… Cayden, meu amor,” Alia me chamou pelo nome. Era mais do que eu esperava ouvir. Redobrei os esforços e o meu nome se converteu em gemidos incompreensíveis; senti as ondas de prazer através dela. Seus quadris empurravam a minha boca, à procura de mais. Continuei, adorando o que eu lhe provocava – as costas arqueadas, as pernas trêmulas. Foi uma experiência agradabilíssima. Seus quadris finalmente relaxaram com um suspiro alto, e eu prossegui nas provocações com a língua até que a sua paixão se converteu em risos.

“Meu amor,” riu Alia, tentando desesperadamente me afastar dali, “meu amor, faz cócegas.” Interrompi a aprazível tortura e galguei o seu corpo macio e nu, a minha excitação evidente.

“Eu passaria a vida entre as suas pernas,” disse eu, atrevido. Os lábios de Alia atacaram os meus, sem se incomodar com o local de onde acabavam de sair. Senti a sua mão encontrar a minha turgidez. Agarrou-a firme e me virou de costas. Obedeci, dando risada. Ela montou sobre mim, seu tesouro acima do meu.

“Amo você, Cayden,” disse Alia enquanto descia em mim. Me esforcei para me segurar, desejando que tudo durasse para sempre. O meu nome em seus lábios era o paraíso. Ela soltou o seu peso sobre mim e se inclinou para frente, os seios pressionando o meu peito. Achou os meus lábios, e os seus quadris começaram a se mover. Eram movimentos lentos e decididos, os seus lábios tenros. Ela cavalgava, e as minhas pernas se retesavam. Os seus lábios se moveram pela minha face, abrindo o caminho com beijos até a minha orelha.

“Meu Príncipe, meu Senhor, meu amor, meu Cayden,” sussurrou Alia. Foi demais. O meu corpo sacudiu e a minha paixão explodiu dentro dela. Foi um prazer requintado, que eu senti desde os dedos da mão até os dedões do pé. Um sonho vivo.

Quando abri os olhos, Alia me olhava de cima. Tinha um sorriso delicioso, aparentemente bastante orgulhosa dos seus esforços. Dei uma risadinha e virei-a de lado, e então beijei-a apaixonadamente. Ela ficava tão magnífica na minha cama… Eu teria atirado o mundo pela janela se pudesse permanecer para sempre naquele momento.

“Amo você, Alia,” declarei. Delicadamente, alisei os seus cabelos para trás da orelha, e acariciei o seu rosto. Com a minha paixão momentaneamente saciada, os eventos da tarde voltaram à minha mente. Me perguntei se seria sábio falar, arriscar a ruína da noite. O olhar de Alia me disse que as chances disto acontecer eram mínimas.

“Por que a minha noiva trouxe você?” perguntei em voz baixa. Alia sorriu e alisou os meus cabelos.

“Isto cabe a ela dizer,” replicou Alia, “saiba que, por mais estranho que pareça, tenho a chance de ficar com você. Pretendo aproveitá-la.” Eu tinha uma lista de problemas na cabeça, coisas que condenavam o que acabava de acontecer. Guardei para mim. Não irei desmentir nada disto esta noite. Eu tinha o meu amor na cama.

“Você estava tão linda na sacada hoje de manhã,” falei.

“Eu gosto dessa parte das roupas,” comentou Alia, radiante, “me vestir para você com coisas finas.”

“Vestem bem em você,” disse eu, “o meu desejo cresceu só de olhar. Passei a tarde tentando obter vislumbres. Acho que eu não posso desistir de você, meu amor.” Angelica tinha planejado algo, e era culpa dela ter ido tão longe. Você não pode balançar o amor diante de um coração faminto, e esperar que ele se esvazie novamente.

“Escute a princesa, Cayden,” respondeu Alia, baixinho. Descobri que o meu nome ficava muito bem em seus lábios. “Ela concebeu isto. Eu concordei.” Eu deixei as perguntas para depois. Alia teria me contado tudo se eu ordenasse. Neste assunto eu daria mais tempo para Angelica. Eu tinha o meu amor para esta noite.

Alia sorriu de orelha a orelha, e a sua mão encontrou de novo a minha virilidade. “O meu Príncipe ainda não terminou,” provocou ela. Não mesmo. Nunca terminaria. “Um aviso: a minha Senhora pediu que eu o esgotasse, caso fosse do meu agrado. Alguma coisa com uma disputa de cavalos.” Eu ri ao virar Alia de costas.

“Rogo para que eu esteja exausto,” brinquei, começando a beijar o seu pescoço.

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