A Presa: Capítulo 01 – Teegan

Sou humana, basicamente. É o que me contaram, pelo menos. Nem sempre me sinto humana. Mas qual colegi­al se sente? Samantha, minha amiga, diz que também não se acha normal, e ela veio ao mundo do jeito antigo. Eu provavelmente me sentiria mais normal se tivesse um par para o baile de formatura.

Vivi a maior parte da minha vida em Old Town, Maine. Não lembro da minha infância, mas me dizem que foi bastante emocionante. Minha mãe diz que eu era um nenê feliz, e papai às vezes me chama carinhosamente de Fedidinha. Não sei muito bem o que eu devo pensar disto, mas mamãe o censura e o perdoa de uma tacada só.

Nasci com algo que eles chamam de dom. O tio Hank diz que é o meu poder. Nunca lhe dei um nome, e geralmen­te acho que é mais uma chateação do que outra coisa. Circula na minha mente, confinado pelas barreiras que construí para que não vazasse ao mero toque. Consigo, conscientemente, mantê-lo estável e internalizado. Al­guns acham uma maravilha, embora eu ainda esteja es­perando para ver algum benefício real. Imagino que seja como ser uma estrela do rock: você toca toda aquela be­leza de música, mas quase não a ouve porque os amplifi­cadores já destruíram os seus ouvidos.

O mundo é repleto de música que só eu consigo ouvir. Não é bem um som do tipo que os ouvidos percebem, é mais um bombardeio de ondas que se movem para den­tro e através de mim. Sei que elas são as pessoas, mas o alarido é esmagador e inútil. Aprendi a filtrá-lo para fora da minha vida, ignorando o que não compreendo e dei­xando passar intacto, ou impensado. Conheço bem al­guns dos ritmos e não os ignoro, embora eu possa se quiser.

Zane, meu irmão mais novo, acha que é um poder. Obvia­mente, ele acha que tudo que o tio Hank diz está certo. Sei que tem algo que ver com os presentes que o tio Hank traz para ele em toda visita. Eu me liguei ao Zane quando ele ainda estava dentro do útero da minha mãe. Meu pai disse que foi a coisa mais espantosa que ele já sentiu na vida, mas é claro que eu era muito nova para lembrar. Fico me perguntando se o meu pico foi com um ano de idade e só diminuiu desde então.

Ligar é muito parecido com reconhecer uma voz. No meio da cacofonia, posso encontrar aqueles que eu co­nheço bem. Quanto mais os conheço, mais fácil é encon­trá-los, e mais difícil é bloqueá-los. Todo mundo tem seu conjunto característico de ritmos. Ao encostar em al­guém novo, eu posso, se quiser, sincronizar a minha música com a dele. As ondas ficam mais pronunciadas quando eu encosto, e é mais fácil separá-las do ruído. O tio Hank acha que o toque aumenta a ressonância. Só sei que me permite isolá-las de um universo de barulhos.

Eu não sincronizo com os outros. Minha família são as vozes que eu mais conheço, e prefiro que fique assim. Mamãe requer uma mudança de estilo, algo como uma batida country bem forte. A música de Zane é mais rápi­da, com um padrão meio staccato. Papai não requer qua­se esforço algum. Temos emanações muito parecidas, e ligar com ele é como respirar. Quando fluímos juntos, ele é como um cobertor aconchegante sobre a minha mente. É como se eu fosse projetada para ele. É uma boa palavra para o que eu sou: projetada.

“Vai, Teegs,” implorou Zane, “mamãe disse que posso ir se você me levar.” Zane encurtou meu nome de Teegan para Teegs quando ele tinha dois anos. Alguns amigos meus também se acostumaram a isto, coisa que eu odia­va. Zane queria encontrar seus amigos no shopping em Bangor. Evidentemente, isto queria dizer que eu teria que ficar andando à toa até ele acabar. Eu teria dito não, mas senti o quanto ele queria. Mesmo eu pondo barrei­ras, a minha família sempre conseguia se infiltrar quan­do eu perdia a concentração. Uma verdadeira amolação.

“Vai ficar me devendo,” eu disse. Foi como se eu lhe des­se um milhão de dólares: sua alegria me invadiu. Ok, nem tudo era amolação. Eu poderia pegar essa alegria e convencê-lo a fazer algumas tarefas minhas. Enquanto ele corria pela escada acima para se aprontar, eu fiquei assistindo seu cabelo loiro balançar. Era um corte esqui­sito, raspado em volta das orelhas e pescoço e mais com­prido no alto da cabeça, para ser partido ao meio.

“Alguém deve ter dito sim,” falou minha mãe ao virar a esquina vindo da cozinha. Ela sempre trabalhava em casa nos feriados escolares. Não que precisássemos de um adulto; era só um hábito adquirido quando éramos menores.

“Segredos não há nesta casa,” eu disse, lembrando de novo da amolação. Mamãe se inclinou ao passar e me beijou na testa. No mesmo instante eu senti seu amor misturado com um certo orgulho. Eu queria odiar a in­vasão, mas me sentia bem com ela. Realmente eu preci­sava me formar e seguir por minha conta. Precisava da distância para descobrir quem sou sem as invasões cons­tantes.

“Fico feliz por você cuidar dele,” disse mamãe. “Ele sem­pre ‘faz’ primeiro e pensa depois. Com você perto, ele pensa mais.”

“É assim que gasto meu tempo,” reclamei, “pensando.” Mamãe parou e se voltou para mim. Ela estava deixando o cabelo ficar mais comprido. Não como o meu, mas já passava dos ombros. Acho que estava tingindo com uma cor mais escura para tentar encobrir os fios cinzentos.

“Será que ouço uma certa auto-piedade?” perguntou ela. Seu sorriso desarmou a minha reclamação seguinte. Ela contornou o sofá e se sentou ao meu lado. Eu não estava preparada para uma conversa mãe-e-filha, mas queria mesmo reclamar.

“Zane tem mais planos que eu,” falei, “mais amigos, mais coisas para fazer. Eu, nada. Acho que vou virar ere­mita, ou entrar num convento.”

“Desistindo aos dezoito,” provocou minha mãe, passan­do a mão em volta do meu ombro e me puxando para mais perto.

“Não tem graça,” falei, emitindo meu desgosto ao invés de mantê-lo para mim mesma, “vou virar uma velha dos gatos, dessas que saem nos jornais.” Eu era mais velha do que a minha certidão de nascimento. Meu aniversário foi atrasado dois meses e meio em relação ao meu nasci­mento de verdade. Estávamos nos escondendo, e a mudança na data ajudou a manter em segredo a minha identidade. Alguma coisa como deixar menos eficientes as pesquisas no banco de dados.

“Sem par ainda?” perguntou mamãe. Senti a simpatia e fiquei contente por não incluir piedade. A piedade teria me deixado brava, e eu não queria ficar irritada. Eu que­ria ficar triste.

“Vou ser a única sem um par,” suspirei, “destinada à mesa dos perdedores no baile.” Senti uma explosão de amor vinda de papai. Ele estava fora da cidade, a negó­cios, e minha tristeza vazou. Eu o sentia mesmo que esti­vesse distante um milhão de quilômetros. Me concentrei e bloqueei sua conexão. Ele estava arruinando um per­feito ataque de sofrimento. Eu não queria me contentar com minha porção na vida; queria mais.

“Há muito tempo ainda,” disse mamãe, “e você mesma pode enfim convidar alguém.” Revirei os olhos.

“Mulheres não convidam homens,” disse eu, “só prova­ria que estou desesperada. Olhe a solitária implorando um par.” Exagerei o gesto com os braços, mas eu estava exasperada.

“Seu pai nunca teria me convidado,” disse mamãe. “Al­guns homens precisam de um ligeiro cutucão. Nos dias de hoje não há nada de errado em uma mulher convidar um homem.” Era fácil para ela falar. Ela tinha o amor de sua vida. Pais sempre fingiam que as coisas eram fáceis depois de estarem acomodados na vida. A minha não es­tava acomodada, e de jeito nenhum eu iria convidar um cara para o baile de formatura.

“É, imagino,” menti. “Mas é que deveria funcionar do outro jeito.” Samantha recusou um cara e daí aceitou o pedido do Gene. Ela transbordou de alegria, me fazendo sentir feia e indesejada. Fiquei feliz por ela, obviamente. Mais ou menos. Tudo seria melhor se algum cara me convidasse.

“Se a vida fosse perfeita, não teríamos que mudar de nome e ficar escondidos aqui no Maine,” disse mamãe, “sempre acontece alguma coisa que joga uma chave nas engrenagens. O que nos define é o jeito de lidarmos com estas coisas.” Não revirei os olhos. Eu queria, mas sabia que iria insultá-la. Ela não fazia idéia de como era ruim ser indesejada. Claro: indesejada pelas pessoas de fora da minha família. Sinto que sou praticamente invisível aos meus colegas.

“Samantha tem um par,” reclamei. “Como é que eu vou aparecer sem um par?”

“Você cortou seu pai,” interrompeu mamãe. Seu sorriso era de perdão, “isto está realmente incomodando você.”

“Ele me faz esquecer que sou indesejada,” admiti.

“Você não é indesejada. Longe disto,” falou mamãe, me apertando, “sei que se você convidar alguém, ele vai pu­lar de contente. Deve haver um monte de garotos ten­tando criar coragem para convidar você.” Desmoronei dentro do seu abraço.

“Mas então por que não convidam?” disse eu com os olhos marejados.

“Eles não têm menos medo do que você,” sussurrou ela, afagando meus cabelos. “A idéia de você dizer ‘não’ a eles é um peso insuportável.”

“Dois garotos convidaram Samantha,” devolvi.

“Ela não é tão esperta quanto você,” continuou mamãe. “Os garotos temem o que uma garota inteligente pode dizer. Homens têm um problema quando não são supe­riores. Nem sempre eles reconhecem que somos apenas pessoas por dentro.”

“Está dizendo que devo agir como uma estúpida?” per­guntei. Mamãe riu e beijou minha testa. Gostei da risa­da, leve e na medida para responder minha afirmação. Me dobrei para me aconchegar mais um pouco, coisa que eu não fazia há anos. Senti o quanto mamãe gostava.

“Nunca seja o que você não é,” disse ela baixinho. “Lá fora há um homem esperando para encontrá-la. Pode não achá-lo amanhã, semana que vem, ano que vem. Mas acredite: ele está lá fora se sentindo vazio, ansioso para que você preencha sua vida. Você vai ter que ter co­ragem de dizer isto a ele quando achá-lo.”

“E se ele não quiser uma aberração?” falei. O pensamen­to surgiu tão rápido que eu não tive a chance de contê-lo. Por muitos anos, esse meu chamado poder me consu­miu. Eu era única no mundo, destinada a flutuar por ele como uma anomalia. Sozinha.

“Minha menina querida,” disse mamãe, de olhos agora tão úmidos quanto os meus, “você não é nem nunca será uma aberração. Você tem mais amor do que qualquer um. Lá fora há alguém; só precisa achá-lo e furar seus pneus.” Suas palavras me fizeram chorar e rir ao mesmo tempo. Papai já tinha nos contado a estória dos encon­tros da minha avó com seu marido, meu avô: ele era um entregador cujos pneus ela cortava secretamente para fazê-lo ficar mais tempo.

“Quer dizer que tenho que ser safadinha,” eu disse, com um vislumbre de sorriso nos olhos marejados.

“Claro,” disse mamãe, secando o rosto, “alguns homens são idiotas quando se trata de mulheres. Com a nossa ajuda eles aprendem bem rápido. Seu pai não foi dife­rente.”

“Não há muitos homens como o papai,” suspirei.

“Não,” disse mamãe, sorrindo por causa de coisas que eu não queria saber, “mas alguém lá fora vai um dia apertar seu coração mais forte que o seu pai.” Gostei da idéia de encontrar alguém para amar, e de ser amada por ele. Já fui beijada algumas vezes e gostei. Nada parecido com aquelas experiências arrebatadoras sobre as quais já li. Certamente nada como aquelas paixões dos filmes. Tal­vez eu devesse ter deixado ir além do beijo. Com certeza tinha perdido algo.

“Acabaram, vocês duas?” exclamou Zane do alto da esca­da. Corei e sequei meu rosto. É um saco quando eu es­queço de barrá-lo para fora das minhas crises de humor. Sabia que ele queria ir: seus amigos e uma vida excitante o esperavam.

“Já,” gritei de volta. Mamãe beijou de novo a minha tes­ta e me soltou. Seu sorriso era tão importante quanto seu beijo. Eu me sentia melhor, mesmo sem nada resol­vido. Foi bom saber que os homens são estúpidos. Foi importante saber que, de algum modo, eles eram iguais a mim.

***

“Se eu lhe contar uma coisa, promete não ficar brava?” perguntou Zane enquanto afivelava o cinto de seguran­ça. Olhei para ele enquanto apertava o botão start. Ele ti­nha aquela expressão de ‘fiz algo e me arrependo’. A mesma que ele fez quando papai o obrigou a me contar que foi ele quem derrubou tinta no vestido da minha bo­neca American Girl na quinta série.

“Não,” falei sinceramente. Tirei o carro da garagem.

“Ouvi o que você disse para mamãe,” disse Zane mesmo assim, sua voz se reduzindo depois a um sussurro, “e de­pois eu senti.”

“E daí?” eu quase berrei, “Como se você nunca tivesse problemas. Cuide da sua vida.”

“Você sabe que eu não consigo,” disse Zane, “não posso impedir isso.” Minha ligação com a minha família tinha virado um ‘tudo ou nada’. Qualquer sentimento acima do normal era anunciado como num alto-falante.

“Desculpe.”

“É minha culpa,” disse Zane olhando para os pés. Eu senti sua vergonha e seu arrependimento.

“O que,” disse eu, tentando manter os olhos na estrada, “que eu sou muito estranha para ter um par?”

“Não,” gaguejou Zane, “quer dizer, sim, mas não por ser estranha.”

“Você está gaguejando sobre o que?”

“Mason Crawford me perguntou sobre você,” disse Zane.

“Ele é um estúpido,” eu falei rápido. Mason só estava in­teressado em Mason. Uma vez ele invadiu a escola para fuçar uma prova de matemática que teríamos. Todo mundo sabia que ele tinha feito, mas ele jogou a culpa em Levi Patterson, um calouro que o havia ajudado. Levi foi expulso imediatamente, e foi para uma escola parti­cular.

“Ele não é o primeiro a perguntar,” admitiu Zane.

“Perguntar o que?”

“Sobre você,” disse Zane com um certo rodeio.

“Sobre mim, o que?”

“Os caras me perguntam sobre você,” respondeu Zane. “Pensam que eu controlo sua agenda social ou sei lá o que.”

“O que eles perguntam?” repeti, olhando para Zane.

“A estrada,” falou Zane, apontando para frente. Olhei de volta e endireitei o carro. Recuperei o fôlego e repeti a minha pergunta.

“Querem saber coisas,” disse Zane, “coisas como se você está com alguém. Não gosto do jeito deles, então eu meio que os espanto.”

“Você disse o que?” perguntei, tentando descobrir se eu deveria ficar brava.

“Mason perguntou se você tinha par para o baile,” disse Zane, e depois balbuciou alguma coisa ininteligível na direção da janela do passageiro. A apreensão de Zane era sensível. Era a tinta sobre o vestido da minha boneca, outra vez.

“Zane?”

“Disse a ele que você já tinha um par,” respondeu Zane.

“E daí?” eu disse, “ele é um estúpido.”

“A coisa meio que circulou pela escola,” disse Zane, cer­rando os dentes e olhando para mim.

“Que ele perguntou sobre mim?”

“Que você já tem um par,” admitiu Zane. Me enchi ime­diatamente de raiva misturada com alívio. Raiva por es­tar sem par devido ao meu irmão, alívio por eu não ser socialmente rejeitada. “A estrada!” gritou Zane.

Fiz meus olhos entrarem no foco, fiz o carro sair da linha central e voltar para a minha faixa. Um milhão de senti­mentos me atravessaram, e perdi a concentração. Senti os sentimentos do meu pai e os meus se misturarem, es­tabilizando meus pensamentos. A raiva arrefeceu.

“Só de pensar no Mason apenas falando com você…” dis­se Zane, “olhe, eu queria era socá-lo.” Respirei fundo e me concentrei em dirigir.

“Ele o mataria,” disse eu. Mason era o principal ‘running back’ do time de futebol. Uma das razões pelas quais a escola não foi muito a fundo na invasão.

“Eu menti,” admitiu Zane. “Não pensei que ia chegar a tanto. Não deviam ficar me perguntando sobre você.” Eu sentia a contradição em sua mente. Ele queria desfazer e ao mesmo tempo fazer de novo. Zane e eu tínhamos problemas, mas éramos irmão e irmã. Por causa do meu poder, mais próximos do que o normal.

“Da próxima vez,” disse eu o mais calmamente que pude, “me conte quando uma merda dessas acontecer.”

“Desculpe.”

“Você disse que o meu par era quem?” perguntei.

“Um cara da faculdade,” respondeu Zane, “bem maior do que o Mason.” Tive que rir. Meu irmão me protegia do jeito que podia, e agora eu tinha um namorado imagi­nário parecido com um Frankenstein. “Eu não queria que ele pensasse que tinha alguma chance,” acrescentou Zane em sua defesa.

“Nunca teve,” disse eu quando meu fôlego retornou ao normal, “e obrigada.”

“Você não está brava?”

“Furiosa,” disse eu, “e grata.” Como é que eu podia guar­dar mágoa dele? Eu não podia, não com a força do meu pai em mim. Eu precisava mesmo de um par para o bai­le, mas precisava mais ainda de um irmão leal.

“Você sabe que a mamãe não gosta quando você blo­queia o papai,” disse Zane quase de improviso. Ele sentia que eu tinha deixado papai entrar de novo.

“Ela nunca me disse nada,” falei, “só faço isto quando quero sentir somente eu mesma. Às vezes é difícil estar com todo mundo.”

“A mamãe gosta de sentir o papai,” disse Zane com um sorriso bobo. “Se você o bloqueia, também bloqueia ele nela.”

“Nojento,” disse eu, imaginando aquilo que ele estava sugerindo.

“É,” riu Zane, “melhor você do que eu.” Tentei imaginar o que os outros pensariam da minha família. Zane cres­ceu nela desde o primeiro dia, e não conhecia nenhum outro jeito. Papai e mamãe tinham assumido tudo de li­vre e espontânea vontade. Fiquei me perguntando que tipo de família eu podia ter. Seria amor verdadeiro ou al­gum tipo de escravidão advinda da ligação? Sempre me perguntava se eu era o motivo para papai e mamãe se­rem o papai e a mamãe.

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